Segunda-feira, Setembro 18, 2006
pre_projeto.swf
Postado por HÉLIO SALES, em 9:24 PM
Terça-feira, Maio 09, 2006
Postado por HÉLIO SALES, em 12:44 PM
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Postado por HÉLIO SALES, em 5:33 AM
Quarta-feira, Novembro 30, 2005
E eu sigo achando. Achando o céu muito cinza, as pessoas muito egoístas e a vida mais ou menos. Sigo. Barulho estranho no carro, os cachorros tendo surtos de loucura (pra me enlouquecer), as pessoas se apoiando em mim, como se eu pudesse dar respostas para tudo. Sigo achando muita coisa. Nada está no seu devido lugar, nada está completamente certo, nada está funcionando em sua plenitude. Nada. Paro de achar para sentir. Fecho os olhos e escuto os barulhos que vêm da rua e de dentro do apartamento. Daí para a abstração é um pulo. O som torna-se uma ponte que me leva aos cantos menos acessados de mim mesmo, e me levam a lugares e respostas que uma vida prática e de ações e reações diretas não podem me levar. Tudo o que sou e quem está ao meu redor é o que faço por merecer e é o que atraio. E que talvez eu me agonie demais com coisas bestas porque estou sentindo mais saudade do que nunca. Questão de adaptação, talvez. Vejo que amo meus amigos, com toda carga de beleza e problemas que eles trazem consigo. Vejo que amo meus cachorros, tão parecidos comigo, que fazem bagunça só pra se divertirem, talvez pra me divertir também. Amo a minha solidão, mesmo que rara, que me proporciona momentos de abstração como este. Amo o mundo torto e esquisito que me rodeia, amo seus pequenos defeitos e a perfeição de detalhes que na maioria das vezes passam despercebidos. Amo, amo com certeza, convicção e alegria, o grande amor da minha vida. Abro meus olhos então. Decido escrever algo para compartilhar com quem quer que seja, mesmo que vagamente, algumas de minhas conclusões. No final das contas, só tenho uma coisa a dizer: sou feliz. E assim, sigo achando que o mundo muitas vezes sorri pra mim, e que às vezes, esqueço de sorrir de volta. (eu, sem amor, não sou nada) É isso.
Postado por HÉLIO SALES, em 8:57 PM
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
O cúmulo da solidão...
É quando você mora com mais duas pessoas e há mais de três dias elas não dormem em casa. E há três dias, a lâmpada do banheiro está queimada. Eis que uma das moradoras chega e logo percebe que a lâmpada queimou:
- O banheiro está sem luz?
- Acho que queimou - respondo.
- E agora?
- Eu tenho outra lâmpada aqui...
Pego uma lâmpada nova - que eu comprei no dia em que a velha queimou - e entrego nas mãos da moradora.
- Eu tenho medo... você que é o homem da casa, troca pra gente!
Subo num banquinho, troco a lâmpada e ganho um abraço e um beijo. Agora sim, sou o homem da casa, sou útil, sou querido... e tão logo começo a me sentir gente de novo...
- Tô saindo. Vou dormir em casa não...
Ao menos fui gente hoje, mesmo que por breves momentos.
Postado por HÉLIO SALES, em 3:30 AM
Terça-feira, Novembro 08, 2005
malo
Postado por HÉLIO SALES, em 12:30 AM
Sexta-feira, Novembro 04, 2005
Porque está chovendo e eu estou escutando um cd do BUSH. Gosto de escutar BUSH quando chove, o motivo é exatamente o mesmo pelo qual eu gosto de fazer umas danças esquisitas pros meus cachorros quando estou sozinho com eles em casa, ou seja: não há motivo e pronto. Sempre que posso, me permito à esquisitice. A essas coisas que ninguém entende, só eu mesmo. Realizando essas pequenas e bobas vontades, acho que fico mais feliz. Em tempos capitalistas, materialistas, individualistas e um bando de outras listas, escutar BUSH quando chove me transporta para um lugar muito mais interessante: meu circo de horrores íntimo e pessoal, onde sou artista, platéia, picadeiro e leão. Porque circo sem leão não tem graça nenhuma.
Postado por HÉLIO SALES, em 4:42 PM
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
Coisa louca que é a arte. Coisa louca que é poder expressar um monte de inquietações do jeito que você quiser, com as ferramentas que julga mais adequadas. Coisa louca que te dá na cabeça e o que você tem nas mãos, usa para transmitir suas idéias, particularidades, seu ponto de vista tão singular frente ao seu tema, que pode ser o mesmo de outros seis bilhões de pessoas que nos rodeiam, mas que sempre poderemos mostrar de uma maneira única. Coisa louca quando você sente que pode isso. Coisa mais louca ainda poder sentir. Há momentos em que me sinto abençoado como ser-humano. Não pela virtuose (que nem acho que possuo), nem pelo "dom da arte" (que acredito que qualquer um tem), mas por estar consciente, por conseguir esquecer as mazelas do universo quando mergulho num projeto (que pode ser um desenho bobo, um conto, um movimento, um olhar) e tirar deste momento as experiências mais indizíveis de minha vida. Há dias em que vejo amar como arte. Duas semanas atrás fui aplaudido de pé por umas trezentas pessoas depois de uma peça de teatro, mas o que me faz tremer nas bases de verdade é pensar no meu amor. Pensando materialmente, está longe... pensando emocionalmente, nunca esteve tão próximo. Arte, amor, saudades, produção, tudo isso é tão louco que só me resta escrever o rascunho do rascunho do rascunho do que sinto. Queria poder passar tudo isso para os outros com um toque. Com um sorriso. Com um olhar. Mas o que está ao meu alcance agora é estar aqui. Sinto, logo amo, logo crio, logo sou feliz. Inquieto serei sempre, se Deus quiser. Apaixonado serei eternamente na inexatidão do instante em que respiro, suspiro pelo meu amor. Eu sei que há coisas que parecem sem sentido no que escrevo ou faço. A culpa é da loucura. Da Arte. Dos tapas de felicidade na cara que me esbofeteiam vez ou outra. Sumi, mas voltei pra cá. Até quando, eu não sei. Se eu sumir de novo, me procurem nas nuvens, quem sabe eu volto?
Postado por HÉLIO SALES, em 7:04 AM
Segunda-feira, Setembro 19, 2005
Todo mundo tem problemas.
Todo mundo tem um jeitinho especial, só seu.
Todo mundo tem suas particularidades
e excentricidades
Todo mundo é um microcosmo de particularidades.
E TODO MUNDO acha que eu tenho que ser flexível e me adaptar ao jeitinho especial de cada ser humano.
Eu também acredito nisso. É a regra principal para um bom convívio em sociedade.
Mas ninguém se mostra disponível para aceitar o meu mundo, minhas particularidades e meu jeito.
É nisso que dá ter cara de bonzinho.
Postado por HÉLIO SALES, em 5:37 PM
Quarta-feira, Julho 13, 2005
Eu nunca quis ser um anjo. Só queria ter asas.
Postado por HÉLIO SALES, em 5:21 PM
Quinta-feira, Julho 07, 2005
Eu preciso quebrar minhas rotinas. Não necessariamente para ter uma vida melhor, mais divertida ou animada. Eu preciso quebrar minhas rotinas porque quase tudo o que eu deixo virar rotina são hábitos pouco virtuosos. Fumar depois de comer. Beber refrigerante ao acordar. Parar de beber só quando a língua começa a enrolar... Por que diabos a virtude não é contagiosa assim? Enfim, quebrando minhas rotinas desvio levemente do caminho do mal e tento entrar no do bem. Às vezes consigo. Às vezes eu paro pra fumar só mais um cigarrinho...
Postado por HÉLIO SALES, em 4:17 PM
Segunda-feira, Julho 04, 2005
Fogo.
Há quem brinque com fogo por inocência.
Sem querer, se queimam. Mas usam um remédio para a cura.
E, curados, continuam com suas vidas.
Se lembram, às vezes, da dor que o fogo causou,
mas também se lembram que brincar com ele foi até divertido, que se queimaram por descuido.
E, descuidados, brincam outra vez.
Se queimam. Choram. Usam mais remédio,
e se curam outra vez, enfim.
E muitos não percebem que um dia, podem estar queimados demais
E que ninguém mais acredita que se queimaram por simples descuido
E que nem eles mesmos, os que se queimaram, acreditam que tudo não passou de distração.
E, o pior de tudo:
O remédio um dia pode acabar:
O Tempo.
Postado por HÉLIO SALES, em 2:14 PM
Terça-feira, Junho 14, 2005
EU TE AMO MUITÃO MORZÃO DA MINHA VIDA DI LOVI DI MAI LAIFEEEE!!!
Postado por HÉLIO SALES, em 12:45 PM
Terça-feira, Junho 07, 2005
19 dias para enlouquecer... e renascer.
Postado por HÉLIO SALES, em 8:13 PM
Segunda-feira, Maio 30, 2005
a
mo
ram
oram
oramo
ramor
amoram
oramora
Postado por HÉLIO SALES, em 6:49 PM
Sexta-feira, Maio 27, 2005
A tarde é calma. Meu pensamento, antes desconexo e falho, é calmo como as árvores que vejo pela janela desta tarde. Penso com nostalgia no amanhã, que não será como era em meus pensamentos sobre o futuro. E isso não mais machuca. Tive medo quando meu amanhã desmoronou: surtei, calculei, desesperei e agi. Vi então que o amanhã pode ser até bem diferente do que eu esperava, mas que pode continuar sendo um bom dia. Ou ótimo dia, ou péssimo dia, ou mesmo dia, depende de mim. E só de mim. Em pouco tempo o amanhã será agora e este agora fruto do que plantei. Tenho plantado coisas boas. Tenho tido calma e parcimônia, agindo com essa mesma calma que tomou também esta tarde. Já entendi que tudo passa, já descobri que nunca estarei sozinho no mundo, que meu estoque de auto-estima estava baixo e conserto as coisas com suavidade. Com simplicidade. Com doçura. Amanhã - disso já tive provas - não serei amargo como fui por breves momentos quando meu futuro desmoronou. Amanhã eu serei alegre, como fui ontem, como sou hoje, como não fui em alguns ontens, agindo inconseqüentemente. E talvez eu seja calmo, e calmo de uma maneira que nunca fui. Calmo, quem sabe, como esta tarde de hoje que parece me pedir que a leve comigo. Mas sem nostalgia.
Postado por HÉLIO SALES, em 11:22 PM
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Porque hoje sempre será um dia especial e pronto.
Postado por HÉLIO SALES, em 7:56 PM
Domingo, Março 06, 2005
Férias Psicológicas.
A partir de hoje fico uns dias sem pensar.
Postado por HÉLIO SALES, em 11:18 AM
Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Passando só pra agradecer o Rafa pela cara nova do blog... GRACIAS! :D
Postado por HÉLIO SALES, em 6:29 PM
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
Você já foi xingado (a) em árabe? Não? Pois eu já!
CHARMUTA!!!
Postado por HÉLIO SALES, em 11:31 PM
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Se eu não escrever sobre minha vida. Se eu não escrever sobre minha percepção. Se eu não escrever sobre o que vivo, respiro, como e bebo, se eu não escrever sobre mim. Se eu não escrever sobre meus sonhos, vontades, desejos e frustrações. Se eu não escrever soba ótica distorcida de minhas verdades. Se eu não escrever sobre isto e outras coisas. Então não há mais o que escrever. Recordar é lembrar da maneira que sua mente escolheu lembrar. Recordar é deixar de lado as banalidades e ficar só com o importante dos fatos e sensações. Recordar é ter na mente uma ilha de edições que só guarda os mais coloridos dos fatos. Recordar é viver. Escrever sobre o que se recorda é distorcer essas lembranças ainda mais, lançando mão das arcaicas palavras para ilustrar fato passado, seja esse fato devaneio, sonho, vontade, quiçá realidade. Escrevo o que recordo de mim, sob a ótica perturbada da auto-percepção e a incapacidade de traduzir-me em palavras. Sobra-me este rascunho, e é sobre ele que escrevo.
Postado por HÉLIO SALES, em 2:15 PM
Sábado, Fevereiro 19, 2005
festa
cerveja cigarro
carona francesa
risadas gargalhadas
amigas amigos
calcinha ponte
casa carros
estacionamento seguranças
5 reais música
gente pista
black drinks
cerveja cigarro
gelo papo
circulando amizades
banheiro cheio mato
velas mais gente
as bandas que iam tocar sumiram DJ
bebo mais um pouco abraços
nomes que não vou conseguir lembrar daqui a pouco bêbado
bêbada não sei como vim parar aqui do lado da piscina com a Mô
mas o papo tá ótimo céu
estrelas não choveu por incrível que pareça
briga lá fora Cái trancada no quarto a culpa é de ninguém
o Bruno é foda como pôde fazer uma coisa dessas Lú
Má passos na pista
notícias de quem não vejo faz tempo me matam de rir é
não é acredito que sim
sim sim
sim vamos embora
carro volta
ninguém me aguenta mais ninguém aguenta mais a Mô também
também tanta cachaça na lata francesa desmaiada no banco de trás
Má e Monch se beijam eu e Mô rimos
volta papo cabeça sapo
casa cama no claro do começo da manhã
sei que terei uma ressaca dos infernos mas sei que valeu a pena ter virado a noite em mais uma big festa na casa da Cadija
apago não rezo
mas peço intimamente que a vida seja sempre assim fim
Postado por HÉLIO SALES, em 10:03 PM
Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
Eu tive a ilusão de que entraria de férias e poderia praticar o ócio produtivo. Tive a ilusão de que descansaria, dormiria bem, atualizaria minha leitura, veria velhos amigos, enfim, coisas que faço em qualquer período de férias. Mas passei por uma mudança de apartamento, visita de minha irmã (te amo, irmã!), de familiares do colega de ap, trabalhos de última hora para conseguir uma grana extra, idas e vindas em bancos e em outros lugares para resolver pendências, reunião com colega de diplomação para discutir projeto e monografia (desejem-me sorte!) renovação de matrícula no pólo e pra coroar o período conturbado, o detran prendeu meu carro faz quase uma semana e não consigo tirá-lo do depósito. Essas coisas antigamente só aconteciam no inferno astral. Preciso descansar, sei que preciso. Preciso de um tempo paras mim e para minhas futilidades. Mas sei que não vou ter isso tão cedo. Nesse entremeio, tento me acostumar. Talvez o mundo esteja mais rápido. Talvez seja eu o lento. Talvez eu esteja finalmente virando um homenzinho, com responsabilidades e encargos que só eu posso resolver, mais ninguém. Por que diabos fui inventar de crescer?
Postado por HÉLIO SALES, em 1:41 PM
Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
Acorde e sinta a náusea, o leve desespero de não conseguir se lembrar de como foi parar na cama, com o prazer invertido de estar com a cabeça pesando cinco vezes mais que o normal, com o rosto marcado pela dobra do travesseiro e um dos braços completamente dormente. Acorde e abra a geladeira, beba coca-cola no lugar de água - hidrata nem sei quantas vezes mais rápido - e acredite em Deus por ter a oportunidade de beber tão essencial líquido. Acorde e olhe pela janela, não importa o quão claro ou chuvoso esteja o dia: você vai ver um céu meio cinza. Acorde e antes mesmo de sentir vontade de ir ao banheiro, o primeiro instinto te fará procurar seus óculos escuros. Acorde e aos poucos deixe passar pelos olhos de seus sofridos neurônios as cenas quebradas da noite anterior, do papo besta dos alcoolizados, do carinho sem máscaras que sabemos que sentimos por alguém assim, de graça, do amor, da vida, mesmo que nessa manhã (ou tarde) nem tudo pareça tão poético e bonito. Acorde e sinta a náusea da vida. E veja que esta náusea é quase tão boa quanto a felicidade de estar aqui, agora, bem de saúde, mesmo sem grana (mas com vontade de viver), mesmo sem respostas (para aquele tipo de encanamento que sentimos quando seus melhores amigos somem por dois dias), mesmo sem esperanças concretas de um amanhã cheio de glórias. Porque acordar e estar aqui e agora já é uma glória do caralho.
É claro que eu tinha que voltar para o meu cantinho de ressaca, não é mesmo? Bom, muito obrigado às pessoas que vêm parar aqui e me mandam os emails mais legais do mundo. Estou de voltaaaaaaaaaa!!!! :D
Postado por HÉLIO SALES, em 6:36 PM
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Este aí do meio sou eu, ao meu redor estão meus professores da UnB. Agora quem me lê aqui pode entender o motivo do sumiço, mas tenham calma... daqui a pouco as férias começam e eu poderei voltar ao meu canto... e prometam que nunca mais vão me deixar pegar 32 créditos num semestre... é coisa de
LOUCO.
Postado por HÉLIO SALES, em 9:15 PM
Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
Ano novo...
...mesma vida! Nunca entendi o "ano novo, vida nova", que tanto escuto por aí nas viradas de ano. Ou será que alguém ganha uma vida nova mesmo só por causa da passagem de um dia para o outro? E nem por isso a "mesma vida" é algo ruim. Quem não gosta da vida que tem, que trate de mudá-la imediatamente da forma que for possível, e não espere o 31 de dezembro pra acreditar que as coisas vão mesmo melhorar. Este ano, ao contrário dos passados, não fiz a minha tradicional listas de coisas a fazer em 2005. Isso vai me evitar frustração no final do ano, quando retiraria de uma gaveta empoeirada minha lista e constataria que no final das contas, pouca coisa realmente mudou. Não quero mais isso. Quero estar pronto para a mudança e correr atrás dos meus objetivos na virada de um dia para o outro, todos os dias do ano e todos os anos. Assim, meus desejos não acumularão poeira, não vão mofar, não vão ficar esquecidos até que algo me desperte sua existência. E sei: mesmo assim, nem tudo vai ser como eu quero, preciso, espero. Saberei, ao acordar, que talvez nem seja melhor ou mais realizado do que meu eu de ontem. Mas saberei também: eu tentei...
E após este momento tão singelo, sincero, meloso, utópico e levemente brega,
Feliz 2005 para todos!
Postado por HÉLIO SALES, em 9:47 PM
Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
de longe...
De longe digito, longe da casa que transformei em lar. Estou no lar que seria o meu caso nunca tivesse saído de casa. Casa aqui, casa lá... e meu coração aperta, querendo estar com meu amor. Recesso da faculdade até 3 de janeiro (mais que merecido). Aqui tudo é muito quente, úmido, etílico. Enquanto não estiver de volta, não volto mais ao ornitorrinco. Fazendo as contas parece pouco tempo. Pensando em meu amor, parece o fim do mundo. Einstein, me explica!
e=mc2 é o caralho! E by the way, feliz natal, feliz ano novo, feliz carnaval, feliz páscoa, feliz dia da consciência negra, feliz dia do evangélico, feliz dia de tudo pra todo mundo e pra qualquer mundo! Que enlouqueçamos juntos nesta orgia de palavras e idéias que são os blogs!
Postado por HÉLIO SALES, em 1:50 AM
Sábado, Dezembro 18, 2004




























Tanta coisa a dizer, tanta coisa indizível, tantas resoluções mágicas que me chegam à madrugada e se despedaçam feito sonhos quando acordo, tanta história, tanto chão, tanto futuro pela frente (e com isso algum medo), tanto sim, tanto não, tanta coisa... o meu amor tem vontades, desejos, contradições, meu amor tem tempo, passado e presente, meu amor quer ter futuro, luta, batalha, meu amor toma todo o quarto quando acordo, tem cheiro, volume, forma, meu amor tem riso, humor, caprichos. Meu amor sou eu e também não é. Meu amor me liga a quem amo. Meu amor me leva para outros lugares de mim mesmo. Meu amor me leva a outros lugares do outro, lugares que só eu e quem amo conhecemos. Meu amor é ímpar. Meu amor é torto. Meu amor tem surtos, tem altos, tem baixos. Meu amor tem guerra. Mas também tem paz. Meu amor tem eu e você. E sem você não tenho você, nem amor. Só um pouquinho de eu. Quando eu digo que te amo, digo que nos amo.
Postado por HÉLIO SALES, em 3:08 PM
Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
Acho que o "espírito de natal" não me perturba mais tanto hoje em dia... tenho mais medo do coelhinho da páscoa.
Postado por HÉLIO SALES, em 12:04 PM
Terça-feira, Dezembro 14, 2004
eu não entendo...
Pra que é que a gente tem que tomar banho todo dia?
E FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MINHA MAMÃE!!!
PS: uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu sei que ficou estranho. Mas e daí? :D
PS2: felicidades pra gente também... mais um mês....
Postado por HÉLIO SALES, em 8:01 PM
Sexta-feira, Dezembro 10, 2004
Hélio, o monstro
Não sou o tipo de pessoa que tenta agradar muito os outros. Por esse "os outros" entendam aquelas pessoas que não são necessariamente amigas (porque por eles eu faço o que for preciso), mas por aquele tipo de gente que você conhece, dá bom dia, sorri quando encontra por acaso, enfim, aquelas pessoas que talvez façam uma matéria com você na faculdade, esbarra no elevador do prédio ou é amigo de um amigo de um amigo... pois bem.
Tenho uma grande amiga. Tão amiga que até a considero da família. Ela me arruma um namorado e eu não vou com a cara do indivíduo. Como é ela quem namora com ele, não me meto na relação, mas evito o possível encontrar com a figura. Depois de um certo tempo de namoro, essa amiga minha passa a me ligar frequentemente para reclamar do sujeito: "ele fez isso, ele fez aquilo, ele deixa de fazer isso, ele deixa de fazer aquilo". Tudo bem, amigo também serve pra isso, pra gente desabafar. Mas em seguida ela passa a me ligar chorando dizendo que não aguenta mais, que está farta, mas por uma série de motivos (que não vale a pena expor aqui), ele está morando no apartamento dela e não quer sair.
Dou os conselhos que daria para minha irmã, mas não imponho nada.
O que é que eu posso pensar sobre esse namorado dela? O que é que eu posso sentir em sua relação?
Claro, só coisa ruim. E nas idas e vindas da vida, ele acaba aparecendo aqui em casa, porque ela estava aqui, numa reunião de amigos para montar a árvore de natal. Até aí tudo bem, não vou ser grosso. Me tranco no quarto. Um tempo depois ela vem falar comigo, pedindo pra ter paciência, isso e aquilo, bla bla bla... porra, paciência eu tenho, mas estava na
minha casa, aí já é pedir demais. Ela fica estressada e vai embora sem se despedir.
Agora eu escuto dos outros: você é muito duro, você é implicante, você está exagerando e a pior de todas:
"você não tem motivos para não gostar dele". É fácil dizer que tenho ciúmes dela, e tenho mesmo, da mesma forma que detesto esse cara que está nessa confusão com ela. O motivo disso tudo é um só: eu gosto dela pra caralho, e qualquer coisa que faça mal pra menina vai me deixar puto. Ou o mundo girou demais e eu não acompanhei ou realmente as pessoas são extremamente preguiçosas, acomodadas e preferem me colocar como um vilão genioso nessa história toda do que parar pra pensar. Concorda comigo? Se não, pegue um alfinete e se junte ao resto. Ainda tem espaço de sobra. É o preço que se paga por não tentar agradar todo mundo.
E afinal de contas, todo vilão tem um certo charme...
Postado por HÉLIO SALES, em 7:11 PM
Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
Pensando cá com meus botões, sobre esse ofício louco, instável e apaixonante que é o ser "de teatro".
Gerald Thomas uma vez disse que não vai ao teatro. Não gosta, não freqüenta e acha que não precisa se dar ao trabalho. Se justificou dizendo "Você já viu taxista pegar táxi em dia de folga?". Essa afirmação dele é de uma estupidez incrível. E existe escritor que não lê? Mesmo assim, ainda admiro o cara. Talvez seja marqueting pessoal, essa coisa de criar polêmica. Talvez seja um momento ensandecido. Talvez seja... tanta coisa.
Quem nunca falou merda na vida?
E falando em merda... bom, sou um grande fã do
placebo. Sou mais fã ainda do
Depeche Mode. Não é que descobri essa semana que o placebo regravou uma música do Depeche? "
I Feel You", uma das que eu mais gosto, que é de uma fase negra do
Gahan, vocalista do Depeche Mode, numa época em que tentou o suicídio e criou-se toda uma polêmica ao redor do grupo... pois bem.
A versão do Placebo é de arrepiar. E não no bom sentido. O
Brian Molko canta a música nem sei quantos tons acima do original, parece um gato moribundo sendo torturado com as cordas da guitarra. Aliás, tortura é a palavra.
Muito ruim. Mesmo. Em compensação, a regravação de "Big Mouth Strikes Again" dos Smiths ficou linda.
Quem nunca desafinou na vida?
E falando em
Smiths... sabe aquela banda estrangeira que você adora quando é adolescente mas não entende direito o inglês? Eu sempre amei a "Big Mouth Strikes Again", mas só outro dia prestei atenção na letra. Veja esse trechinho:
"...
Now I know how joan of arc felt, oh
As the flames rose to her roman nose
And her walkman started to melt
..."
Só penso numa coisa depois de ler isso:
DROGAS. Uma pessoa sã não escreve algo tão absurdo, engraçado e que quando cantado não parece tão surreal...
Postado por HÉLIO SALES, em 10:19 PM
Segunda-feira, Dezembro 06, 2004
Porque não basta ser dono de uma mente perturbada. Meu organismo é tão complicado quanto.
Postado por HÉLIO SALES, em 5:23 PM
Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
Postado por HÉLIO SALES, em 9:14 PM
Segunda-feira, Novembro 29, 2004
Eu deveria entender, mas não entendo: por que é que bêbado gosta de papo-cabeça? Por que é que bêbado gosta de falar sobre assuntos profundos? Por que é que eu, mesmo caindo de bêbado, evito esse tipo de papo com gente bêbada? Serei eu o problema? Sou eu quem deveria me entregar aos prazeres da psicologia etílica, entrar na dança e fazer descobertas que vão mudar a minha vida? Acho que não. Aprendi muito na vida lendo, conversando, vendo filmes... alguém vê um filme bêbado? Alguém lê bebado? Consequentemente, não acredito que um papo de bêbado vá mudar patavinha nenhuma na cabeça de ninguém. Por isso resisto e procuro adeptos do
porre-mudo. Quer beber comigo? Seja bem vindo.
Mas se for pra conversar, que seja sobre assuntos de inutilidade comprovada, que à minha vida e minhas decisões eu dou valor pra caralho.
E boa semana pra todo mundo!
Postado por HÉLIO SALES, em 3:44 PM